Mitos e verdades sobre a Idade Média

Cinto de castidade

Cavaleiro andante: É um mito, pura criação literária, tão fictícia quanto os dragões e gigantes que matavam. O tal cavaleiro solitário que anda pelo mundo a fazer certos e desfazer errados tornou-se extremamente popular após a recriação dessas lendas por escrito, pelo trovador francês Chrétien de Troyes (1135-1185). Os verdadeiros cavaleiros eram militares profissionais que talhavam “fracos e oprimidos” a torto e a direito e tinham obrigações feudais.

Cinto de castidade: Também é um mito. As menções ao “cinto de castidade” aparecem em textos religiosos como os de São Gregório (540-604). Mas os historiadores acreditam que sejam metafóricas. A primeira descrição de um literal cinto de metal está em Bellifortis (1401), um manual militar ilustrado de Konrad Kyeser, que dizia que se tratava de roupas interiores de ferro rígido das mulheres florentinas. Como nenhum objeto assim foi encontrado, os historiadores acreditam que seja uma piada de marido cornudo, que precisa de recorrer a isso.  Aliás, basta pensar que um cinto de metal fechado por meses seria letal para a mulher supostamente o usaria.

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